TransCerrado

Pedalando pela preservação
e pelo desenvolvimento sustentável

A aventura

A aventura

A preservação do Cerrado, aliada à prática de um esporte de aventura, é o componente principal da expedição TransCerrado edição 2022. Este ano, ciclistas vão pedalar pela causa voltada para as unidades de conservação do Cerrado.

O foco será o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

Os quatro ciclistas irão percorrer, por cinco dias, 420 quilômetros imersos em trilhas do parque e arredores, entre os dias 25 e 30 de julho.

Não se trata apenas de uma aventura sobre duas rodas. É uma expedição científica. Durante o trajeto, os pesquisadores irão coletar informações sobre a fauna e a flora do segundo maior bioma do Brasil – atrás apenas da Amazônia – e a mais diversa savana do mundo. Além disso, vão conversar com gestores do parque e a população local sobre o papel da unidade de conservação para a economia e o desenvolvimento sustentável da região. Além disto, como na edição do ano passado, os membros da expedição alertarão sobre os riscos de incêndio no Cerrado e ainda debaterão sobre as soluções para a valorização do bioma e o e o seu potencial turístico.

O esforço para vencer os obstáculos do trajeto será recompensado com um cenário paradisíaco e um chamado para a preservação do Cerrado.

 

NOTÍCIA | Pesquisador do IPAM leva experiência do TransCerrado para a Shimano Fest 2022

Expedição científica que alerta sobre a necessidade de preservação do Cerrado marca presença no maior festival de bike da América Latina, que ocorre entre os dias 18 e 21 deste mês, em São Paulo

O TransCerrado – uma expedição científica utilizando bicicleta como meio de locomoção e organizada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) – será uma das atrações do Shimano Fest 2022, que ocorre de 18 e 21 de agosto, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Este é o maior evento de bikes da América Latina e espera receber um público estimado de 50 mil pessoas. O tema deste ano será a preservação ambiental e apoio aos novos ciclistas. O projeto busca alertar, por meio da ciência e o mundo da bike, o quão importante e imprescindível é o bioma Cerrado para as águas, para biodiversidade e o bem-estar da sociedade brasileira.

O pesquisador sênior do IPAM, Paulo Moutinho, falará sobre o papel do mercado e da indústria do setor na preservação do meio ambiente, em palestra na sexta (19), 13h30. Já no sábado (20), às 10h45, Moutinho fará outra apresentação do TransCerrado, agora para o público em geral. As palestras ocorrerão no Auditório Protect Our Playground. “O TransCerrado abre uma porta inovadora para o mercado, a indústria e o público consumidor, na proteção ao meio ambiente. Através das expedições sobre duas rodas, é possível colocar ciência, educação ambiental e lazer outdoor num só pacote. A questão ambiental é cada vez mais chave, tanto para a economia sustentável, quanto para uma sociedade mais saudável. E o mundo da bicicleta é um caminho muito promissor para tanto”, reforça Moutinho.

A 4ª edição do TransCerrado ocorreu no mês passado, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Os ciclistas – dois cientistas do IPAM – percorreram 420 km, em quatro dias, visitando pequenos vilarejos e conversando com a população local e autoridades sobre a necessidade de proteger o segundo maior bioma do país, que já perdeu metade de sua vegetação nativa. “Em cada um desses povoados, conversando com as pessoas, a gente sentiu já uma certa preocupação. As pessoas, por exemplo, sentem que está ficando, a cada ano, mais seco e com mais escassez de água. Mesmo após período chuvosos intensos, os rios e riachos já não apresentam volumes grandes de água”, alertou Moutinho. Boa parte desta água, quando abundante, é mantida devido a presença do Parque Nacional.

Informações sobre a expedição podem ser obtidas no site ou na página do TranCerrado no Instagram. A programação completa do Shimano Fest 2022 está disponível no site do evento.

compartilhe

O trajeto

Com um olhar focado na preservação do Cerrado, quatro ciclistas farão o trajeto de 420 quilômetros pelo Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO).

Veja o trajeto de 2022:

Acompanhe como foi o trajeto da edição de 2021:

Veja também por onde passou o TransCerrado em 2019, quando pedalamos mais de 700 quilômetros falando sobre conservação e desenvolvimento de agricultura sustentável no Cerrado:

Quem são eles?

Paulo Moutinho

Paulo Moutinho

PhD, cientista sênior e cofundador do IPAM.

Paulo é um ecologista de 58 anos. Trabalha no Brasil com os impactos do desmatamento nas mudanças climáticas e nas pessoas nas últimas duas décadas. Em 2017, ele fez uma longa jornada de bicicleta, com outros dois parceiros, por 1.100 km do trecho não asfaltado da Rodovia Transamazônica para chamar a atenção para os problemas socioambientais da região.

Márcio Bittencourt

Márcio Bittencourt

Técnico em Telecomunicações e especialista em navegação marítima.

Márcio tem 51 anos, é militar da reserva da Marinha onde trabalhou por 30 anos. Há 14 anos faz parte da Coordenação do grupo de ciclistas Rebas do Cerrado, o maior grupo de mountain bike do Brasil. Nos últimos três têm participado como voluntário na estruturação, implementação e sinalização de trilhas de longo curso que ligam Unidades de Conservação no Centro-Oeste.

Valderli Jorge Piontekowski

Valderli Jorge Piontekowski

Mestre, coordenador de Inovação Tecnológica no IPAM.

É um engenheiro florestal de 41 anos. Atua nas áreas de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto como programador especialista para a produção de mapas relacionados à intervenção humana na cobertura do solo. Pedala há dois anos, explorando trilhas no Distrito Federal e no entorno.

Thiago Araújo de Sousa

Thiago Araújo de Sousa

Empresário do ramo do ciclismo e mecânico de bicicletas há mais de 25 anos.

Thiago e seu sócio Werley Sandro, são ativos apoiadores do ciclismo no centro oeste, e a BigBike, da qual são proprietários, mantêm apoio permanente a uma equipe de ciclismo e MTB campeã. Thiago tem 36 anos e apoiou o TransCerrado em 2021.

Por que o Cerrado?

Com 198 milhões de hectares e ocupando 26% da área de vegetação nativa do país, o Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e a savana mais biodiversa do mundo. Está presente em 12 estados brasileiros mais o Distrito Federal: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo e Tocantins. É lar de cerca de 25 milhões de pessoas, entre elas povos e comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas, extrativistas, agricultores familiares, quebradeiras de coco babaçu, pescadores artesanais e ribeirinhos.

Conhecido como o “berço das águas” ou a “caixa d’água do Brasil”, o Cerrado abriga oito das doze regiões hidrográficas brasileiras e abastece seis das oito grandes bacias hidrográficas do Brasil: Amazônica, Araguaia/Tocantins, Atlântico Norte/Nordeste, São Francisco, Atlântico Leste e Paraná/Paraguai. Além disso, é no Cerrado que estão localizados três dos principais aquíferos do país: Bambuí, Urucuia e Guarani.

Estudos apontam que existem cerca de 10 mil espécies de plantas no Cerrado, das quais 44% são exclusivas do bioma. Há ainda uma fauna riquíssima: com 250 espécies de mamíferos, 856 espécies de aves, 800 espécies de peixes, 262 espécies de répteis e 204 espécies de anfíbios.

Tudo isso faz do Cerrado um hotspot de biodiversidade mundial, abrigando 1,5% da flora e 5% da fauna de todo o planeta. Apesar de toda essa riqueza de vida natural, apenas 12% da sua vegetação nativa está oficialmente protegida em Unidades de Conservação e Terras Indígenas, de acordo com o MapBiomas – Coleção 6.

Ainda segundo o MapBiomas, o Cerrado perdeu 26,5 milhões de hectares, ou 20%, de sua vegetação nativa desde 1985. Isso equivale a uma área maior que o estado do Piauí. No mesmo período, a agropecuária ocupou uma área quase complementar: foram 26,2 milhões de hectares destinados à atividade. Hoje, a agropecuária ocupa 44,2% do Cerrado. Em 36 anos, o Cerrado foi o bioma mais atingido por incêndios, concentrando cerca de 44% da área queimada do Brasil.

Visando contribuir com a visibilidade a esse bioma 100% brasileiro, é que a aventura TransCerrado se inicia mais uma vez para mostrar a importância da preservação da savana mais biodiversa do mundo. Unindo conservação com ecoturismo, prevenção de incêndios com maior qualidade de água, de solo e de ar, cultivando ações sustentáveis para a semeadura de um futuro com Cerrado vivo e para todos.

Em números

1
2
3
4
5
6

Pedal em fotos

Cliques imperdíveis em cenários incríveis compartilhados com você. Clique na imagem para saber mais.



Pedal em vídeos

Vale a pena cada segundo de história.

    Parceiros