TransCerrado

Pedalando pela preservação
e pelo desenvolvimento sustentável

A aventura

A aventura

Você já imaginou juntar esportes de aventura, práticas de agricultura e ecoturismo, todos com o mesmo propósito? É isso que o projeto TransCerrado: pedalando pela preservação e pelo desenvolvimento sustentável está fazendo!

Serão 10 dias de muito pedal percorrendo as mais belas trilhas localizadas no coração do Cerrado.

Três ciclistas sairão de Goiás Velho no dia 16 de outubro, com chegada prevista em Alto Paraíso, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no dia 25.

Com a rota traçada e olhares atentos, eles nos mostrarão as paisagens e as riquezas da fauna e da flora emaranhadas no Cerrado e ainda nos contarão as histórias e experiências que foram conhecendo pelo caminho, em especial, àquelas que promovam iniciativas sustentáveis de conservação ao meio ambiente.

Tudo isso para chamar a atenção e alertar, por meio do esporte de aventura, sobre a necessidade de preservação do Cerrado e revelar todo o potencial do turismo ecológico e da agricultura sustentável para o desenvolvimento deste que é o segundo maior bioma brasileiro.

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O trajeto

Serão muitos quilômetros percorridos por três ciclistas – dois cientistas do IPAM e um especialista em navegação – com um único objetivo: pedalar em defesa da preservação do Cerrado.

Clique nos pontos marcados no mapa e acompanhe a nossa viagem!

Quem são eles?

Paulo Moutinho

Paulo Moutinho

PhD, cientista sênior e cofundador do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia
Paulo é um ecologista de 58 anos.

Trabalha no Brasil com os impactos do desmatamento nas mudanças climáticas e nas pessoas nas últimas duas décadas. Em 2017, ele fez uma longa jornada de bicicleta, com outros dois parceiros, por 1.100 km do trecho não asfaltado da Rodovia Transamazônica (facebook.com/transamazon25, youtu.be/J2V9IV-tLn8) para chamar a atenção para os problemas socioambientais da região.

Paul Lefebvre

Paul Lefebvre

Pesquisador associado do Woods Hole Research Center, nos EUA Paul é especialista em Sistemas de Informação Geográfica e engenheiro de instrumentação de pesquisa de campo, que trabalha na Amazônia desde 1993.

De 1995 a 1998, viveu no Brasil, ajudando a estabelecer o laboratório de Sensoriamento Remoto e SIG do IPAM, e continua trabalhando em projetos de pesquisa na Amazônia, ajudando jovens cientistas em suas pesquisas. Ele é um ciclista de longa data e veterano de muitas viagens de bike, incluindo uma travessia sem suporte da América do Norte.

Márcio Bittencourt

Márcio Bittencourt

Técnico em Telecomunicações e especialista em navegação marítima

Márcio tem 51 anos e é militar da reserva da Marinha onde trabalhou por 30 anos. Há 14 anos faz parte da coordenação do grupo de ciclistas Rebas do Cerrado, o maior grupo de mountain bike do Brasil. Nos últimos três anos, tem participado como voluntário na estruturação, implementação e sinalização de trilhas de longo curso que ligam unidades de conservação no Centro-Oeste.

Por que o Cerrado?

Talvez você ainda não saiba, mas o Cerrado é a savana mais biodiversa do mundo. Está presente em 11 estados brasileiros – Bahia, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo, Tocantins, além do Distrito Federal – e ocupa 24% de todo o território nacional, ou cerca de 80 milhões de hectares). No Cerrado vivem cerca de 25 milhões de pessoas, muitas delas indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Conhecido como o “berço das águas” ou a “caixa d’água do Brasil”, o Cerrado abriga oito das doze regiões hidrográficas brasileiras e abastece seis das oito grandes bacias hidrográficas do Brasil: amazônica, Araguaia/Tocantins, Atlântico Norte/Nordeste, São Francisco, Atlântico Leste e Paraná/Paraguai. Além disso, é no Cerrado onde estão localizados três dos principais aquíferos do país: Bambuí, Urucuia e Guarani.

Estudos apontam que existem cerca de 10 mil espécies de plantas no Cerrado, das quais 44% são exclusivas do bioma, além de uma fauna riquíssima: com 250 espécies de mamíferos, 856 espécies de aves, 800 espécies de peixes, 262 espécies de répteis e 204 espécies de anfíbios.

Apesar de toda essa biodiversidade, o Cerrado tem apenas 8,7% da sua vegetação nativa oficialmente protegida em unidades de conservação.

Além disso, segundo dados do MapBiomas, o Cerrado perdeu 29 milhões de hectares de vegetação nativa nos últimos 34 anos, ou seja, um terço de tudo o que foi desmatado no Brasil nesse período. Nos três primeiros meses de 2019, 95% dos desmatamentos que ocorreram no bioma foram ilegais. Atualmente, o Cerrado tem 56% da sua área coberta por vegetação nativa e 40% voltada para atividades agropecuárias.

É neste contexto que a aventura TransCerrado está. Ela quer dar mais visibilidade ao bioma, mostrar a importância da preservação da savana mais biodiversa do mundo. É possível unir conservação e produção sustentável, com recuperação de solo, aumento de produtividade, restauração florestal e regularização ambiental, assim como incluir o ecoturismo como atividade econômica complementar à agricultura praticada na região.

Pedal em fotos

Cliques imperdíveis em cenários incríveis compartilhados com você. Clique na imagem para saber mais.


Pedal em vídeos

Vale a pena cada segundo de história.

    Uma pausa necessária

    Vai estar em Brasília no dia 20 de outubro?

    Neste domingo, vamos realizar um evento que reunirá pesquisadores, ciclistas e caminhantes para um dia diferente na Floresta Nacional de Brasília, que fica em Taguatinga Norte, com acesso pela BR 070.

    Para quem gosta de pedal, a partir das 8h30, o grupo Rebas do Cerrado coordenará um percurso de 40 km.

    Já para os que preferem caminhada, a Trilha Jatobá, de 6 km, e Trilha Pequi, de 12 km, serão conduzidas pelo Grupo de Caminhadas Brasília.

    A partir de 10h, uma mesa redonda vai debater ciência, esporte, produção sustentável e conservação do Cerrado.

    Para quem quer se divertir, nosso evento também contará com uma apresentação e feira com produtos da sociobiodiversidade. Ele é aberto ao público com entrada gratuita.

    As atividades ocorrerão das 8h às 15h. Vem com a gente!

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