TransCerrado

Pedalando pela preservação
e pelo desenvolvimento sustentável

A aventura

A aventura

O que uma pedalada por centenas de quilômetros, ecoturismo e prevenção de incêndios têm em comum? Esse é o projeto TransCerrado, versão 2021! Uma iniciativa que coloca a preservação do Cerrado em foco a partir da perspectiva das duas rodas.

Serão sete dias de muito pedal percorrendo cerca de 400 quilômetros nas mais belas trilhas deste que é o segundo maior bioma do Brasil e a savana mais biodiversa do mundo!

Três ciclistas sairão de Brasília no dia 29 de setembro com chegada prevista em Alto Paraíso, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no dia 5 de outubro.

Com a rota traçada e olhares atentos, eles nos mostrarão as paisagens e as riquezas da fauna e da flora emaranhadas no Cerrado e ainda nos contarão as histórias e as experiências que forem conhecendo pelo caminho, em especial, sobre a prevenção a incêndios.

A ideia é chamar a atenção e alertar, por meio do esporte de aventura, sobre a necessidade de preservação do Cerrado e destacar seus recursos naturais, sua beleza única, e todo seu potencial do turismo ecológico para essa e para as próximas gerações.

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O trajeto

Serão 400 quilômetros percorridos por três ciclistas – dois da equipe do IPAM e um especialista em navegação – com um único objetivo: pedalar em defesa da preservação do Cerrado.

Clique no mapa e acompanhe a nossa viagem!


Veja também por onde passou o TransCerrado em 2019, quando pedalamos mais de 700 quilômetros falando sobre conservação e desenvolvimento de agricultura sustentável no Cerrado:

Quem são eles?

Paulo Moutinho

Paulo Moutinho

PhD, cientista sênior e cofundador do IPAM, Paulo é um ecologista de 59 anos.

Trabalha no Brasil com os impactos do desmatamento nas mudanças climáticas e nas pessoas nas últimas duas décadas. Em 2017, ele fez uma longa jornada de bicicleta, com outros dois parceiros, por 1.100 km do trecho não asfaltado da Rodovia Transamazônica para chamar a atenção para os problemas socioambientais da região.

Valderli Jorge Piontekowski

Valderli Jorge Piontekowski

Mestre, coordenador de Inovação Tecnológica no IPAM, Valderli é um engenheiro florestal de 41 anos.

Atua nas áreas de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto como programador especialista para a produção de mapas relacionados à intervenção humana na cobertura do solo. Pedala há dois anos, explorando trilhas no Distrito Federal e no entorno.

Márcio Bittencourt

Márcio Bittencourt

Técnico em Telecomunicações e especialista em navegação marítima.

Márcio tem 52 anos e é militar da reserva da Marinha onde trabalhou por 30 anos. Há 15 anos faz parte da coordenação do grupo de ciclistas Rebas do Cerrado, o maior grupo de mountain bike do Brasil. Nos últimos quatro anos, tem participado como voluntário na estruturação, implementação e sinalização de trilhas de longo curso que ligam unidades de conservação no Centro-Oeste.

Por que o Cerrado?

Com 198 milhões de hectares e ocupando 26% da área de vegetação nativa do país, o Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e a savana mais biodiversa do mundo. Está presente em 12 estados brasileiros mais o Distrito Federal: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo e Tocantins. É lar de cerca de 25 milhões de pessoas, entre elas povos e comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas, extrativistas, agricultores familiares, quebradeiras de coco babaçu, pescadores artesanais e ribeirinhos.

Conhecido como o “berço das águas” ou a “caixa d’água do Brasil”, o Cerrado abriga oito das doze regiões hidrográficas brasileiras e abastece seis das oito grandes bacias hidrográficas do Brasil: Amazônica, Araguaia/Tocantins, Atlântico Norte/Nordeste, São Francisco, Atlântico Leste e Paraná/Paraguai. Além disso, é no Cerrado que estão localizados três dos principais aquíferos do país: Bambuí, Urucuia e Guarani.

Estudos apontam que existem cerca de 10 mil espécies de plantas no Cerrado, das quais 44% são exclusivas do bioma. Há ainda uma fauna riquíssima: com 250 espécies de mamíferos, 856 espécies de aves, 800 espécies de peixes, 262 espécies de répteis e 204 espécies de anfíbios.

Tudo isso faz do Cerrado um hotspot de biodiversidade mundial, abrigando 1,5% da flora e 5% da fauna de todo o planeta. Apesar de toda essa riqueza de vida natural, apenas 12% da sua vegetação nativa está oficialmente protegida em Unidades de Conservação e Terras Indígenas, de acordo com o MapBiomas – Coleção 6.

Ainda segundo o MapBiomas, o Cerrado perdeu 26,5 milhões de hectares, ou 20%, de sua vegetação nativa desde 1985. Isso equivale a uma área maior que o estado do Piauí. No mesmo período, a agropecuária ocupou uma área quase complementar: foram 26,2 milhões de hectares destinados à atividade. Hoje, a agropecuária ocupa 44,2% do Cerrado. Em 36 anos, o Cerrado foi o bioma mais atingido por incêndios, concentrando cerca de 44% da área queimada do Brasil.

Visando contribuir com a visibilidade a esse bioma 100% brasileiro, é que a aventura TransCerrado se inicia mais uma vez para mostrar a importância da preservação da savana mais biodiversa do mundo. Unindo conservação com ecoturismo, prevenção de incêndios com maior qualidade de água, de solo e de ar, cultivando ações sustentáveis para a semeadura de um futuro com Cerrado vivo e para todos.

Em números

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Pedal em vídeos

Vale a pena cada segundo de história.

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