A publicação tem como objetivo dar visibilidade às soluções climáticas construídas por povos indígenas e comunidades tradicionais a partir de seus próprios territórios, saberes e modos de vida. A obra destaca o protagonismo de jovens indígenas, quilombolas e extrativistas da Amazônia Legal na elaboração de projetos comunitários de enfrentamento às mudanças climáticas, articulando conhecimentos ancestrais, ciência acadêmica e justiça climática.
O documento reúne os principais resultados da iniciativa Juventude pelo Clima, apresentando diagnósticos participativos, experiências locais e propostas de adaptação desenvolvidas por 18 jovens de diferentes territórios amazônicos. Além de discutir os impactos da crise climática sobre essas populações, a publicação evidencia como práticas tradicionais, memória coletiva e organização comunitária podem fortalecer a proteção dos territórios e a construção de respostas climáticas mais justas.
As análises foram construídas a partir de ciclos formativos, encontros semanais, rodas de conversa comunitárias e intercâmbios realizados ao longo da iniciativa Juventude pelo Clima, desenvolvida pelo IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) em parceria com a Cultural Survival, com apoio do iCS (Instituto Clima e Sociedade) e do EDF (Environmental Defense Fund). A metodologia envolveu a participação direta de jovens e de suas comunidades na construção de projetos voltados ao enfrentamento dos impactos das mudanças do clima nos territórios tradicionais.


