O casal Vanessa Moreira e Alessandro Tenório recebeu dos pais uma herança de valor inestimável: conhecimento para seguir adiante com uma produção eficiente que valoriza e protege os recursos naturais da propriedade.
Agricultores familiares de Tomé-Açú, no Pará, investiram no SAF (Sistema Agroflorestal) para gerar renda de forma sustentável. O modelo concilia a agricultura com as espécies florestais, proporcionando maior diversidade de produtos e mantendo os nutrientes do solo.
O pai de Vanessa conheceu o SAF ao trabalhar com imigrantes japoneses que chegaram na região, e a filha seguiu adiante após adquirir sua própria terra com o marido. A decisão de manter o modelo produtivo foi influenciada pelos efeitos das mudanças climáticas.
“Antigamente se plantava em grandes áreas. Hoje a gente foca na produtividade. O sombreamento das árvores e a redução da temperatura nos ajudam a trabalhar no campo”, explica a agricultora.
Na propriedade se produz pimenta do reino, açaí, cacau e coco babaçu, em conciliação com as chamadas “essências florestais”, espécies de árvores como pequiá, ipê, acapu, andiroba, bacuri e jatobá.
O casal também possui áreas em processo de regeneração com o apoio de projetos do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). “Além de ser muito gratificante trabalhar em conjunto com o meio ambiente, sabemos que a gente precisa dele para produzir. Por isso, temos que conservar o máximo possível e degradar menos a natureza”, diz Vanessa.
Por meio de iniciativas que promovem a agricultura sustentável e agroflorestal, o Instituto já apoiou mais de 400 famílias agricultoras paraenses, resultando em 800 hectares restaurados no Estado.


