Riparian forests buffer the negative effects of cropland on macroinvertebrate diversity in lowland Amazonian streams

6 de maio de 2021

maio 6, 2021

N. C. S. Marques, K. J. Jankowski, M. N. Macedo, L. Juen, A. Luiza-Andrade, L. A. Deegan

Riparian forests regulate stream ecosystems and biodiversity. Therefore, changes to riparian structure may threaten stream ecosystem function by triggering taxonomic and functional changes to aquatic communities. Because macroinvertebrate assemblages are sensitive to environmental changes, they can be effective indicators of stream integrity in disturbed landscapes. To assess the role of riparian forests in maintaining tropical stream communities in areas experiencing large-scale watershed disturbance, we quantified the taxonomic and functional response of stream macroinvertebrate communities to forest clearing in the southeastern Amazon’s agricultural frontier, a region experiencing widespread deforestation. Our results show that watershed deforestation can lead to significant changes in macroinvertebrate richness and community composition. We found a predominance of shredders in forested watersheds; scrapers in cropland watersheds with riparian forests; and collector-filterers in cropland watersheds without riparian forest buffers. Taxonomic composition was controlled by available organic material in forested watersheds and by periphyton in cropland sites regardless of whether they had a riparian buffer. Our results show that the clearing of riparian forests alters food sources supporting aquatic food webs, leading to ecosystem-level shifts through changes in light and temperature dynamics that affect aquatic communities in areas with intense land-use change such as the southeastern Amazon.

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Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) com cacaueiro, além de serem uma alternativa para a recuperação de áreas desmatadas e degradadas da Amazônia, integram floresta e agricultura, ao mesmo tempo provendo serviços ambientais como a manutenção da biodiversidade, a manutenção do ciclo da água e do estoque de carbono, gerando uma externalidade positiva e passível de compensação. Mesmo colaborando com a manutenção destes serviços ecossistêmicos, ainda não é claro como os produtores destes sistemas podem ser recompensados. A compensação pelos serviços ambientais prestados poderia ser um estímulo para produtores optarem pela produção agroflorestal.

Assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar um modelo para este tipo de compensação, no âmbito de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), a partir de cálculos considerando o estoque de carbono e sua relação com benefícios socioambientais em Sistemas Agroflorestais com cacaueiro, na região de influência da rodovia Transamazônica (BR-230). O mecanismo de compensação deve apresentar uma interação entre as dimensões social, econômica e ambiental de forma atrativa ao produtor e alinhada à conservação da floresta.

Este modelo poderá ser consolidado como um novo mecanismo de financiamento e desenvolvimento da Amazônia no âmbito de uma política de REDD.