Amazônia em chamas 4: Desmatamento e fogo em tempos de covid-19 na Amazônia

8 de junho de 2020

jun 8, 2020

Paulo Moutinho, Ane Alencar, Ludmila Rattis, Vera Arruda, Isabel Castro, Paulo Artaxo

A Amazônia brasileira pode ser atingida, em breve, por uma “tempestade perfeita”. Uma eventual interação entre a pandemia da covid-19 e o aumento do desmatamento seguido do fogo terá potencial de provocar mais mortes na região. A temporada de seca e queimadas, que se inicia em final de junho na região, pode ser igual ou mesmo mais intensa do que aquela que atingiu a região em 2019. Nós estimamos que, para o período de janeiro de 2019 a abril de 2020, uma área de 4.509 km2 de florestas derrubadas aguarda pela queima.

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Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) com cacaueiro, além de serem uma alternativa para a recuperação de áreas desmatadas e degradadas da Amazônia, integram floresta e agricultura, ao mesmo tempo provendo serviços ambientais como a manutenção da biodiversidade, a manutenção do ciclo da água e do estoque de carbono, gerando uma externalidade positiva e passível de compensação. Mesmo colaborando com a manutenção destes serviços ecossistêmicos, ainda não é claro como os produtores destes sistemas podem ser recompensados. A compensação pelos serviços ambientais prestados poderia ser um estímulo para produtores optarem pela produção agroflorestal.

Assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar um modelo para este tipo de compensação, no âmbito de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), a partir de cálculos considerando o estoque de carbono e sua relação com benefícios socioambientais em Sistemas Agroflorestais com cacaueiro, na região de influência da rodovia Transamazônica (BR-230). O mecanismo de compensação deve apresentar uma interação entre as dimensões social, econômica e ambiental de forma atrativa ao produtor e alinhada à conservação da floresta.

Este modelo poderá ser consolidado como um novo mecanismo de financiamento e desenvolvimento da Amazônia no âmbito de uma política de REDD.

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O Pronaf se tornou a principal política de apoio à agricultura familiar, a partir da qual outras políticas e programas foram elaborados de forma a integrar as ações governamentais para este segmento social - nos últimos 20 anos, foram investidos cerca de R$ 160 bilhões no Brasil. Mas é preciso repensar sua implementação considerando seu potencial como estímulo ao desenvolvimento sustentável.