A análise da qualidade do ar na Amazônia Legal em 2024–2025 evidencia forte variabilidade interanual na exposição ao material particulado fino (PM2.5), estreitamente associado à dinâmica do fogo e às condições meteorológicas.
Em 2024, os episódios foram mais intensos e persistentes, concentrando-se no arco do desmatamento (especialmente no corredor Acre–Rondônia–sul do Amazonas e no norte do Mato Grosso), com municípios registrando até 138 dias consecutivos (≈ 139 dias contínuos) de excedência do limiar da OMS (PM2.5 ≥ 15 µg/m³).
Em 2025, observou-se uma redução expressiva tanto da extensão quanto da persistência destes eventos, além de um deslocamento relativo dos hotspots para o leste da região (Pará e Maranhão). A fração da área da Amazônia Legal com PM2.5 ≥ 15 µg/m³ diminuiu de 13,85% (2024) para 4,03% (2025) (≈ −71%).
Em escala estadual, 2024 foi marcado por médias anuais mais elevadas e maior recorrência em Rondônia, Acre, Mato Grosso e Amazonas; em 2025, Maranhão e Rondônia registraram os maiores indicadores agregados.
Esses resultados reforçam a necessidade de integrar o monitoramento da qualidade do ar, a prevenção do fogo e os protocolos de saúde pública para reduzir os riscos sanitários associados à fumaça de queimadas.

