O IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e a Unamaz (Associação de Universidades Amazônicas) assinaram, nesta quarta-feira (21), um MOU (Memorando de Entendimento) para implementar projetos na região Amazônica.
A Unamaz reúne 75 universidades e instituições que integram o TCA (Tratado de Cooperação Amazônica): Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.
A ideia é desenvolver ações conjuntas alinhadas a temas como as mudanças climáticas, a questão relativa a populações humanas, saberes tradicionais, temas relacionados à saúde e meio ambiente e a biodiversidade amazônica.
“Esse momento é muito significativo. No nosso caso, a parte relativa à educação, pretendemos trabalhar muito em cima do fundamental e ensino médio com consciência ecológica. O respeito ao meio ambiente unindo ciência, tecnologia e inovação que é a missão fundamental”, explicou José Seixas Lourenço, presidente da Unamaz.
Para André Guimarães, diretor executivo do IPAM, o Brasil precisa estar comprometido com as discussões pendentes da COP30, em Belém, especialmente os mapas do caminho para acabar com o desmatamento e o fim do uso de combustíveis fósseis, e as instituições da Amazônia podem ajudar na construção de soluções.
“A Amazônia tem a oportunidade de liderar esse processo. Os dados de queda do desmatamento mostram que sabemos como fazer. Por isso, acredito que uma primeira ação deve ser a de instituições amazônicas se juntarem para impulsionar os mapas do caminho que começou na COP30”, declarou André Guimarães.
Para o presidente da Unamaz, buscar a adesão a essa mobilização é uma primeira missão da parceria. “Todos os nossos reitores da Amazônia, não só o Brasil, juntamos forças para que ao longo desse ano a gente consiga consolidar aquilo que foi anunciado durante a COP”, disse.