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IPAM Amazônia | IPAM participa da COP26 com foco em soluções para manter a floresta e o clima

IPAM Amazônia | Desenvolvimento sustentável da Amazônia pelo crescimento econômico, justiça social e proteção da integridade de seus ecossistemas.

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Protocolo de Quioto, Ipam, Efeito Estufa, Mercado de Carbono, Recuperação de áreas degradadas, Mudanças Climáticas, Crédito de Carbono, Mudanças Globais climáticas

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IPAM Amazônia | Desenvolvimento sustentável da Amazônia pelo crescimento econômico, justiça social e proteção da integridade de seus ecossistemas.

IPAM participa da COP26 com foco em soluções para manter a floresta e o clima

30.10.2021Notícias
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Entre 1º e 12 de novembro, o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) participa da COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que neste ano acontece em Glasgow, na Escócia.

Na agenda consta uma série de eventos relacionados à conservação de ativos florestais para manter o clima estável; o papel do desmatamento e da degradação na piora do efeito estufa; o respeito aos direitos das populações tradicionais como mantenedores da floresta, ao mesmo tempo que já sofrem com os efeitos das alterações climáticas; e o estímulo ao diálogo na busca por soluções efetivas para a construçñao de uma economia de baixo carbono justa e inclusiva.

Tais assuntos complementam a principal missão da COP26, que é fechar o “livro de regras” do Acordo de Paris, acordo internacional que prevê uma redução nas emissões de gases estufa por todos os países, a fim de manter o aquecimento da temperatura média do planeta em 1,5ºC acima do registrado antes da Revolução Industrial. Isso é importante para que a humanidade enfrente menos consequências perigosas das mudanças climáticas, como mais tempestades e secas, por exemplo.

Um dos pontos ainda em aberto nesse livro, e que precisa ser finalizado na COP26, é o artigo 6º, que trata da criação de um mercado de carbono global, e que traz o potencial de impulsionar projetos de conservação de florestas tropicais. “Manter o máximo possível de floresta intacta é essencial para enfrentarmos a emergência climática, e isso passa por valorizarmos iniciativas que promovam o desenvolvimento sem desmatamento, seguindo a ciência e respeitando os direitos da populações tradicionais”, afirma o diretor-executivo do IPAM, André Guimarães.

Brazil Climate Action Hub

O IPAM ainda é um dos realizadores do Brazil Climate Action Hub, espaço dentro da COP26 para atender à sociedade brasileira que busca debater a agenda climática em suas diversas esferas, e os caminhos para um desenvolvimento sustentável e de baixo carbono.

Situado na Blue Zone, no pavilhão 47, e organizado pelo IPAM, o Instituto Clima e Sociedade (iCS) e o Instituto ClimaInfo, o Brazil Hub terá em sua programação diversos eventos, nos quais serão discutidos os principais desafios para a conservação da Amazônia e para a diminuição dos gases do efeito estufa.

Em formato híbrido, a partir de sua abertura no dia 2/11, todos os painéis do Hub contarão com transmissão simultânea em seu site. Para acompanhar a agenda, será preciso considerar o fuso horário do Reino Unido (UTC+0), que está três horas à frente do horário de Brasília (UTC-3).

Fique de olho na agenda do IPAM durante a COP26

A agenda está sujeita a alterações; acompanhe aqui e pelas redes sociais do IPAM no Instagram, Facebook, Linkedin e Twitter.

3 de novembro (quarta-feira)

Debate – A importância da destinação de terras no desmatamento, degradação e proteção da floresta amazônica

  • Horário: 12h30 (Glasgow), 9h30 (Brasília)
  • Local: Brazil Climate Action Hub, Blue Zone, Hall 4, entrada 4B, pavilhão 47
  • Com transmissão e tradução simultânea
  • Participação: Ane Alencar (IPAM), Michael T. Coe (Woodwell Climate), Paulo Artaxo (USP; IPCC)

A degradação e as perturbações na floresta são fontes crescentes de emissões de CO2 na Amazônia brasileira. A grilagem e outros desmatamentos ilegais, particularmente em florestas públicas não destinadas, respondem hoje por um terço das emissões florestais anuais de carbono. Por outro lado, terras indígenas e unidades de conservação apresentam os menores índices de emissão entre todas as categorias fundiárias. Esse evento vai explorar o papel decisivo da destinação e a importância da proteção florestal no controle da emergência climática.

4 de novembro (quinta-feira)

Exibição fotográfica – Amazoniar: A Amazônia pelo Planeta (a confirmar)

  • Horário: 16h a 20h (Glasgow), 13h a 17h (Brasília)
  • Local: Kevin Hall ou Kelvingrove Park (a confirmar)
  • Sem transmissão

As 20 fotografias vencedoras do concurso Amazoniar serão expostas para os habitantes de Glasgow e participantes da COP26.

5 de novembro (sexta-feira)

Coletiva de imprensa – As emissões ocultas: degradação na Amazônia brasileira

  • Horário: 9h30 (Glasgow), 6h30 (Brasília)
  • Local: Blue Zone, Press Conference 2, Durdle Door, Área D, térreo
  • Com transmissão; sem tradução simultânea
  • Participação: Ane Alencar (IPAM); Izabella Teixeira (ex-ministra de Meio Ambiente)

A diretora de Ciência do IPAM, Ane Alencar, apresenta resultados de pesquisa inédita sobre emissões de gases estufa pela degradação florestal na Amazônia provocada pelo fogo.

Debate – Resiliência indígena: enfrentando incêndios na Amazônia brasileira

  • Horário: 15h30 (Glasgow), 12h30 (Brasília)
  • Local: Brazil Climate Action Hub, Blue Zone, Hall 4, entrada 4B, pavilhão 47
  • Com transmissão e tradução simultânea
  • Participação: Martha Fellows (IPAM); Toya Manchineri (COICA); Francinara Baré (COIAB); representante da APIB (a confirmar)

Panorama sobre o avanço de incêndios em terras indígenas da Amazônia brasileira e como isso afeta a vida dos indígenas. Por fim, serão destacadas as estratégias usadas para enfrentar a situação que passa pela homologação das terras indígenas e sua plena proteção, respeito aos direitos indígenas, e financiamento adequado com apoio aos fundos indígenas.

6 de novembro (sábado)

Debate – Uma visão sobre pessoas, conservação e produção na Amazônia

  • Horário: 9h (Glasgow), 6h (Brasília)
  • Local: Nordic Pavillion, Blue Zone, Hall 4
  • Com transmissão; sem tradução simultânea
  • Participação: Ane Alencar (IPAM); Gabriela Savian (IPAM)

No evento, o IPAM apresentará uma estratégia integrada, que reconcilie o modo de vida das populações da Amazônia com a conservação e a produção, de forma que o Brasil atinja suuas metas climáticas e contribua para o equilíbrio climático.

Debate – Enfrentamento ao fogo em terras indígenas na Amazônia

  • Horário: 12:45 (Glasgow); 9h45 (Brasília)
  • Local: Pavilhão das Populações Indígenas, Blue Zone
  • Sem transmissão
  • Participação: Martha Fellows (IPAM), representante do CIR (a confirmar)

Neste evento, serão apresentados e discutidos dados sobre incêndios em terras indígenas, sua interligação com as mudanças climáticas e possibilidades de estratégias para a prevenção e o controle por parte dos povos.

8 de novembro (segunda-feira)

Debate – CONSERV: um novo modelo para evitar o desmatamento legal na Amazônia brasileira

  • Horário: 13h (Glasgow); 10h
  • Local: Nature Pavilion, Blue Zone
  • Sem transmissão
  • Participação: Steve Schwartzman (EDF); Marcelo Stabile (IPAM); Jenny Xie (Wellington Management); Glenn Bush (Woodwell Climate); Marcela Paranhos (PCI).

Em outubro de 2020, o IPAM, o  Environmental Defense Fund (EDF) e o Woodwell Climate Research Center lançaram a iniciativa CONSERV, com incentivos financeiros para pagar a produtores rurais que mantêm florestas que poderiam ser legalmente suprimidas. Nesta sessão, os participantes compartilharão o progresso na iniciativa e seus planos para expandi-la na Amazônia.

Debate – O futuro da Amazônia: conciliando produção agropecuária e conservação da floresta

  • Horário: 14h (Glasgow); 11h (Brasília)
  • Local: Brazil Climate Action Hub, Blue Zone, Hall 4, entrada 4B, Pavilhão 47
  • Com transmissão e tradução simultânea
  • Participação: Painel 1  – André Guimarães (IPAM); Andreas Dahl-Jorgensen (NICFI); Ane Alencar (IPAM); Cristiano Oliveira (Klabin); Ana Paula Santos (FVPP); Painel 2 – Marcello Brito (Coalizão Brasil); Alex Saer (Ministério do Meio Ambiente da Colômbia); Alessandra Fajardo (Bayer); Glenn Bush (Woodwell Climate); Consórcio de Governadores da Amazônia Legal; Sineia do Vale (CIR).

Após décadas de desenvolvimento agropecuário apoiado pelo uso predatório da floresta, o Brasil precisará mudar sua abordagem política, econômica e social para evitar o colapso dos serviços ambientais na Amazônia e a chegada ao ponto de inflexão do bioma. Além da implementação estrita da legislação de combate ao desmatamento, os atores subnacionais precisam estar envolvidos na conservação do bioma, em planos e projetos de restauração e bioeconomia. O painel discutirá a necessidade de criação urgente de uma articulação internacional para investimentos na economia florestal, considerando seu papel essencial na contenção das mudanças climáticas e na sustentação dos meios de subsistência.

9 de novembro (terça-feira)

Debate – Investindo na conservação da Amazônia: inovações de mercado para escalar impacto

  • Horário: 12h30 (Glasgow); 9h30 (Brasília)
  • Local: Brazil Climate Action Hub, Blue Zone, Hall 4, entrada 4B, Pavilhão 47
  • Com transmissão e tradução simultânea
  • Participação: Dario Guarita Neto (AMATA e Ecoa Capital); Ilona Szabó (Instituto Igarapé); André Guimarães (IPAM); Jenny Xie (Wellington Management)

O evento promoverá um debate sobre o papel do setor privado e financeiro para mitigação de mudanças climáticas, inibição de atividades ilegais e o desenvolvimento de novos mecanismos que contribuam para a conservação na Amazônia, como o mercado de crédito de carbono e pagamento por serviços ambientais. O evento contará com a visão de pesquisa, mercado e investimentos para a gestão de riscos associadas aos negócios desenvolvidos na região amazônica, assim como soluções inovadoras que visam expandir a oferta de ativos ambientais baseados em carbono e na redução do desmatamento legal.

Debate – Por que metas baseadas na ciência são importantes?

  • Horário: 14h (Glasgow); 11h (Brasília)
  • Local: Brazil Climate Action Hub, Blue Zone, Hall 4, entrada 4B, Pavilhão 47
  • Com transmissão e tradução simultânea
  • Participação: representantes do governo do Pará; da Microsoft; do governo do Estado de SP; da cidade do Rio de Janeiro; do Grupo Malwee; da Klabin, nome do representante (TBC ); do governo de Pernambuco; Marta Suplicy (governo do município de SP).

O que metas climáticas baseadas na ciência significam para os diferentes setores? Esse painel pretende responder a essa pergunta e explicar o porquê dessas serem estratégia-chave para um ciclo virtuoso de ambição net-zero. Representantes de governos subnacionais, empresas e outras organizações debaterão suas experiências na implementação de metas nos setores de mudanças no uso da terra, industrial e de energia & transportes. Serão abordados os desafios e oportunidades associados aos diferentes níveis de maturidade e conjunturas, de modo que se compreenda a importância de somar esforços à campanha Race to Zero (RTZ) e às demais alianças que buscam o net-zero global até no máximo 2050.

Debate – Parcerias para evitar o desmatamento: pelo benefício do clima, da agricultura e das pessoas

  • Horário: 14h (Glasgow); 11h (Brasília)
  • Local: German Pavilion; Blue Zone
  • Com transmissão; sem tradução.
  • Participação: Karina Barrera (ministra do Equador); Nicole Polsterer (Fern); André Guimarães (IPAM); Jutta Urpilainen (Comissão Europeia); Ingrid-Gabriela Hoven (GIZ).

O evento vai conectar debates sobre mitigação climática e redução do desmatamento em cadeias de produção, reconhecendo a relevância das florestas para as mudanças climáticas, a biodiversidade, a agricultura e as pessoas. Além disso, serão apresentadas futuras iniciativas do DG INTPA e BMZ para apoiar países parceiros, considerando o avanço da legislação da União Europeia sobre desmatamento e degradação florestal.

10 de novembro (quarta-feira)

Debate – CONSERV: mobilizando financiamento para impulsionar a conservação e a produção agropecuária em fazendas na Amazônia

  • Local: Pavilhão Euroclima+, Blue Zone
  • Horário: 10h (Glasgow); 7h (Brasília)
  • Com transmissão; sem tradução
  • Participação: André Guimarães (IPAM); Andrea Garcia (IPAM); Glenn Bush (Woodwell Climate); Ruben Lubowski (EDF); Jenny Xie (Wellington Management); representante da UE (a confirmar)

O CONSERV é uma iniciativa liderada por IPAM e parceiros que testa um modelo que compensa produtores que optaram por conservar florestas que poderiam ser legalmente desmatadas. O objetivo é apresentar o CONSERV ao público e mostrar seus resultados aé o momento. Serão discutidos os desafios de implementação e as oportunidades de crescimento, de forma a contribuir para a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas pelas emissões evitadas.

Debate – Como as leis de desmatamento da UE, do Reino Unido e dos EUA afetarão o Brasil

  • Local:Brazil Climate Action Hub – COP26, Blue Zone, Hall 4, entrada 4B – Pavilhão 42
  • Horário: 16h30 (Glasgow); 13h30 (Brasília)
  • Com transmissão
  • Participação: Alberto Terena (Conselho Terena e APIB); Alexander von Bismarck (Environmental Investigation Agency);  Beatriz Luraschi (RSPB), Eunice Kerexu (Comissáo Guarani Yvurupa e APIB); Luciana Téllez Chávez (Human Rights Watch); Paulo Barreto (Imazon)
  • Moderação: Ane Alencar (IPAM)

O evento irá ouvir representantes ambientais e indígenas brasileiros sobre como as propostas da UE, do Reino Unido e dos EUA afetarão as florestas e as pessoas no Brasil e que medidas adicionais podem ser necessárias para interromper o desmatamento e ajudar a cumprir as metas climáticas e ser um vetor para o uso sustentável da terra.

11 de novembro (quinta-feira)

Evento paralelo – Neutralidade climática no Brasil: zerando o desmatamento na Amazônia e as ações do setor empresarial

  • Local: Blue Zone, Forth Room (Derwentwater)
  • Horário: 16h45 (Glasgow); 13h45 (Brasília)
  • Com transmissão; sem tradução.
  • Participação: Helder Barbalho (governador do Pará); André Guimarães (IPAM); Marina Grossi (CBEDS); Gabriela Savian (IPAM); Walter Schalka (Suzano); Marcello Britto (ABAG).

O setor empresarial brasileiro está se mobilizando para atingir a neutralidade climática e emissões líquidas zero até 2050. Além disso, um novo mecanismo privado, o CONSERV, tem o potencial de evitar o desmatamento legal na Amazônia brasileira. Abas as iniciativas têm como objetivo uma mudança real no papel que o país desempenha nas mudanças climáticas.


Este projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Saiba mais em https://brasil.un.org/pt-br/sdgs.