Frutificar
Amazônia

O projeto “Frutificar Amazônia” tem como objetivo central fortalecer as cadeias produtivas do açaí e do cacau, gerando renda para agricultores familiares e comunidades tradicionais, além de valorizar a floresta em pé e contribuir para a redução do desmatamento e o equilíbrio do clima. A iniciativa ocorrerá nos estados do Pará e Amapá, abrangendo os municípios de Macapá, Mazagão, Itaubal, Laranjal do Jari, Vitória do Jari, Gurupá, Santarém, Trairão, Itaituba, Altamira, Uruará, Placas, Rurópolis e Medicilândia. O projeto conta com um orçamento total de R$ 38.988.636,52 em recursos não reembolsáveis concedidos pelo BNDES através do Fundo Amazônia.

A execução é liderada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria com 08 organizações aglutinadas que representam e atuam diretamente com as comunidades locais, sendo elas: Associação da Escola Família Agroextrativista do Carvão (AEFAC), Associação da Escola Família Agroextrativista do Macacoari (AEFAM), Associação dos Batedores e Produtores de Açaí do Estado do Amapá (ASBAP), Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Setor Baquia Gurupá (ATASB), Fundação Viver Produzir e Preservar (FVPP), Federação das Associações de Moradores e Comunidades e Entidades do Assentamento Agroextrativista do Eixo Forte (FAMCEEF), Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQs) e Associação dos Agricultores Familiares da Batata (ASAFAB).

A relevância do projeto para a economia local está diretamente associada à promoção da inclusão social, à produção sustentável e ao aumento da renda de centenas de extrativistas, quilombolas, batedores de açaí e agricultores familiares. Esse impacto econômico decorre não apenas do aumento da produtividade, viabilizado pela oferta de assistência técnica, mas também da agregação de valor aos produtos, por meio do apoio a 10 agroindústrias coletivas e a 80 batedeiras de açaí, o que contribui para melhores condições de comercialização e maior acesso aos mercados. Do ponto de vista ambiental, a iniciativa é igualmente estratégica ao conciliar produção e conservação, adotando o manejo sustentável do açaí e a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs) de cacau como instrumentos para a recuperação de áreas alteradas ou degradadas, como antigas pastagens. Dessa forma, o projeto reduz a pressão por novos desmatamentos associados à expansão da monocultura de grãos ou da pecuária, fortalecendo a conservação da biodiversidade amazônica, o uso sustentável da floresta e o aumento do estoque de carbono.

O projeto tem execução de 42 meses e ao longo desse período será acompanhado por um comitê de planejamento e avaliação composto pelo IPAM, pelas 08 instituições aglutinadas, além de organizações parceiras presentes nos territórios de atuação.

Contrato IPAM

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