Frutificar
Amazônia
O projeto “Frutificar Amazônia” tem como objetivo central fortalecer as cadeias produtivas do açaí e do cacau, gerando renda para agricultores familiares e comunidades tradicionais, além de valorizar a floresta em pé e contribuir para a redução do desmatamento e o equilíbrio do clima. A iniciativa ocorrerá nos estados do Pará e Amapá, abrangendo os municípios de Macapá, Mazagão, Itaubal, Laranjal do Jari, Vitória do Jari, Gurupá, Santarém, Trairão, Itaituba, Altamira, Uruará, Placas, Rurópolis e Medicilândia. O projeto conta com um orçamento total de R$ 38.988.636,52 em recursos não reembolsáveis concedidos pelo BNDES através do Fundo Amazônia.
A execução é liderada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) em parceria com 08 organizações aglutinadas que representam e atuam diretamente com as comunidades locais, sendo elas: Associação da Escola Família Agroextrativista do Carvão (AEFAC), Associação da Escola Família Agroextrativista do Macacoari (AEFAM), Associação dos Batedores e Produtores de Açaí do Estado do Amapá (ASBAP), Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Setor Baquia Gurupá (ATASB), Fundação Viver Produzir e Preservar (FVPP), Federação das Associações de Moradores e Comunidades e Entidades do Assentamento Agroextrativista do Eixo Forte (FAMCEEF), Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQs) e Associação dos Agricultores Familiares da Batata (ASAFAB).
O projeto tem execução de 42 meses e ao longo desse período será acompanhado por um comitê de planejamento e avaliação composto pelo IPAM, pelas 08 instituições aglutinadas, além de organizações parceiras presentes nos territórios de atuação.
AEFAM
A Associação da Escola Família Agroecológica do Macacoari (AEFAM) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em novembro de 2008, no município de Itaúbal, no Amapá. A entidade atua na promoção da educação do campo, da agroecologia e do desenvolvimento sustentável, atendendo comunidades rurais da região do Macacoari por meio da pedagogia da alternância, que integra a formação escolar à realidade familiar e comunitária. Atualmente, sua área de atuação abrange 23 comunidades, onde vivem cerca de 800 famílias.
Ao longo de sua trajetória, a AEFAM desenvolveu iniciativas voltadas à educação popular, aos direitos humanos, ao fortalecimento da agricultura familiar, ao manejo sustentável de açaizais nativos, à segurança alimentar e à geração de renda. A instituição também implantou a Escola Família Agroecológica do Macacoari e unidades demonstrativas para produção agroecológica, beneficiando diretamente famílias agricultoras e estudantes do meio rural. Suas ações são realizadas em parceria com organizações da sociedade civil, instituições de pesquisa e órgãos públicos estaduais e federais, fortalecendo a educação contextualizada e o desenvolvimento sustentável no estado do Amapá.
ASAFAB
A Associação dos Agricultores Familiares da Batata (ASAFAB) é uma organização da sociedade civil fundada em 2000, no município de Trairão, no Pará. A entidade representa agricultores e agricultoras familiares de comunidades rurais, atuando na organização social, no fortalecimento da produção agrícola e na promoção do desenvolvimento rural sustentável. Além de reunir 72 famílias associadas, desenvolve ações que beneficiam agricultores de projetos de assentamento e áreas de colonização da região.
Ao longo de sua trajetória, a ASAFAB consolidou sua atuação por meio da participação em conselhos e espaços de governança voltados ao desenvolvimento rural e à gestão ambiental. Entre seus principais resultados estão a emissão do CAR (Cadastro Ambiental Rural) para agricultores associados, a implantação de SAFs (Sistemas Agroflorestais), o fornecimento de alimentos para o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), a instalação de uma casa de farinha comunitária e a realização de capacitações em temas ligados à produção agropecuária, gestão ambiental e agregação de valor à produção familiar em parceria com instituições públicas e organizações locais.
ASBAM
A Associação dos Batedores de Açaí de Macapá (ASBAM) é uma organização da sociedade civil criada em 2011 para representar os batedores de açaí do município de Macapá, no Amapá. A entidade atua no fortalecimento da cadeia produtiva do açaí, promovendo a organização dos empreendedores, a regularização dos pontos de venda e a qualificação dos profissionais, com foco na melhoria das condições de trabalho, na segurança alimentar e no acesso a crédito e financiamento para os associados.
Ao longo de sua atuação, a ASBAM tem contribuído para a adoção de boas práticas no processamento do açaí, incentivando o cumprimento das normas sanitárias, o uso dobranqueamento para o controle microbiológico e a adequação da infraestrutura dos estabelecimentos. A associação também atua na orientação e fiscalização do comércio regular, em conformidade com a legislação estadual, e reúne parte dos milhares de batedores que atuam em Macapá, promovendo capacitações e ações que fortalecem a qualidade do produto, a valorização da atividade e a prevenção de doenças transmitidas por alimentos.
ATASB
A Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Setor Baquiá (ATASB) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em 2008 no município de Gurupá, no Pará. Criada para fortalecer a organização comunitária e a luta pelo reconhecimento do território das famílias agroextrativistas, a entidade atua no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Ilha Grande de Gurupá, representando comunidades ribeirinhas e promovendo o desenvolvimento sustentável e a gestão coletiva dos recursos naturais.
Desde sua criação, a ATASB desempenha um papel central na mobilização das comunidades, contribuindo para a criação do PAE Ilha Grande de Gurupá e para o fortalecimento da agricultura familiar e do extrativismo sustentável. Entre suas principais ações estão a promoção de capacitações em associativismo e gestão, o apoio ao acesso de famílias ao crédito do PRONAF (Floresta para o manejo de açaizais), a organização de mutirões comunitários e o incentivo à educação do campo, em parceria com a Casa Familiar Rural de Gurupá. Atualmente, a associação reúne famílias de sete comunidades do assentamento e desenvolve iniciativas voltadas ao fortalecimento da produção e da organização comunitária.
AEFAC
A Escola Família Agroextrativista do Carvão (AEFAC) é uma organização da sociedade civil fundada em 1995, no município de Mazagão, no Amapá, com o objetivo de promover a educação do campo por meio da Pedagogia da Alternância. Criada para ampliar o acesso à educação de jovens rurais e contribuir para a permanência das famílias no campo, a instituição atua na formação de estudantes vinculados às atividades agroextrativistas, integrando ensino, produção e desenvolvimento comunitário. Atualmente, atende famílias de dezenas de comunidades distribuídas pelo estado e desenvolve ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, do extrativismo e da bioeconomia amazônica.
Ao longo de sua trajetória, a AEFAC consolidou uma ampla rede de parcerias com instituições públicas, organizações da sociedade civil e centros de pesquisa para promover iniciativas de fortalecimento das cadeias produtivas da sociobiodiversidade, com destaque para o açaí. A instituição desenvolve diagnósticos socioambientais, incentiva o manejo sustentável dos açaizais, apoia a organização de produtores, fomenta a estruturação de cooperativas e sistemas agroindustriais e implementa ações voltadas à meliponicultura e aos serviços ecossistêmicos. Desde 2020, parte dessas atividades passou a ser executada em parceria com a ANAMA (Associação Nossa Amazônia), criada para fortalecer a capacidade técnica e operacional da escola e ampliar a implementação de projetos de desenvolvimento sustentável na região.
FAMCEEF
A Federação das Associações de Moradores e Comunidades do Assentamento Extrativista Eixo Forte (FAMCEEF) é uma organização da sociedade civil fundada em 2007 para representar as associações e comunidades do PAE (Projeto de Assentamento Extrativista) Eixo Forte, em Santarém, no Pará. A entidade reúne 16 associações comunitárias e atua no fortalecimento da organização social, da agricultura familiar e do extrativismo, promovendo capacitações, assistência à gestão das organizações locais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à conservação dos recursos naturais.
Ao longo de sua atuação, a FAMCEEF implementou projetos de fortalecimento da cadeia produtiva do açaí e de outras espécies da sociobiodiversidade, incluindo o plantio de mudas, a qualificação de produtores, a estruturação de unidades de processamento da polpa e o apoio à comercialização. A federação também promove festivais que valorizam a produção local e a cultura regional, além de articular ações para ampliar o acesso à assistência técnica, crédito rural, infraestrutura e abastecimento de água nas comunidades. Essas iniciativas têm contribuído para fortalecer a economia local, ampliar a g
FOQS
A Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS) é uma organização da sociedade civil fundada em 2006 para representar e fortalecer as comunidades quilombolas do município de Santarém, no Pará. A entidade reúne 12 associações quilombolas e atua na defesa dos direitos territoriais, na regularização fundiária, no acesso a políticas públicas e na promoção do desenvolvimento social, cultural, ambiental e produtivo das comunidades que representa.
Ao longo de sua trajetória, a FOQS desenvolveu iniciativas voltadas ao fortalecimento institucional das associações filiadas e à melhoria da qualidade de vida das famílias quilombolas, por meio de projetos de valorização da cultura, capacitações, acesso à água, eletrificação rural, segurança alimentar e incentivo à produção sustentável. A federação também atua no fortalecimento da cadeia produtiva do açaí, apoiando processos de beneficiamento, comercialização e organização comunitária, em parceria com instituições públicas e organizações da sociedade civil, contribuindo para a geração de renda e a valorização dos territórios quilombolas.
FVPP
A Fundação Viver, Produzir e Preservar (FVPP) é uma organização da sociedade civil que atua desde 1991 na região da Transamazônica e do Xingu, no Pará, promovendo o fortalecimento da agricultura familiar, a conservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável da Amazônia. A instituição reúne dezenas de organizações afiliadas, entre cooperativas, associações, sindicatos, movimentos sociais, Casas Familiares Rurais, rádios comunitárias e conselhos de unidades de conservação, contribuindo para a formulação e implementação de políticas públicas voltadas aos territórios amazônicos.
Ao longo de sua trajetória, a FVPP desempenhou papel relevante na criação e consolidação de unidades de conservação, na regularização fundiária, na gestão ambiental e no fortalecimento da produção sustentável. A organização também impulsionou a implantação de SAFs (Sistemas Agroflorestais), ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural), recuperação de áreas degradadas e agroindustrialização da agricultura familiar, apoiando cadeias produtivas como cacau, leite, mandioca e fruticultura. Entre seus principais resultados estão a implantação de Casas Familiares Rurais, a criação de cooperativas de produção orgânica, o fortalecimento de agroindústrias de base comunitária e o desenvolvimento de iniciativas que ampliam a geração de renda e a conservação da floresta na região.










