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IPAM Amazônia | Desmatamento elevado na Amazônia não demonstra tendência de queda

IPAM Amazônia | Desenvolvimento sustentável da Amazônia pelo crescimento econômico, justiça social e proteção da integridade de seus ecossistemas.

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Desmatamento elevado na Amazônia não demonstra tendência de queda

01.12.2022Notícias
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Desmatamento na Amazônia no norte de Mato Grosso (Foto: Ivan Canabrava/IPAM/Woodwell)

O desmatamento nos nove Estados da Amazônia Legal se consolidou numa taxa média de 11.396 km² derrubados nos últimos quatro anos, revela os dados do Prodes (Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileiras por Satélite), divulgados nesta quarta-feira (30) pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O número representa um aumento de 59,5% em relação ao período entre 2015 e 2018, quando a média foi de 7.145 km², e o maior resultado em 13 anos de medição feita por satélite.

Entre 1º de agosto de 2021 e 31 julho de 2022 – período usado para a medição oficial -, a estimativa foi de 11.568 km², uma redução de 11,27% em relação à taxa de desmatamento consolidada pelo PRODES 2021, 13.038 km². “Toda redução do desmatamento é bem-vinda. Mas essa redução está longe de representar uma tendência de diminuição da derrubada da floresta na Amazônia. Esse número é a segunda maior taxa de desmatamento do governo Bolsonaro e a segunda maior taxa desde 2007 e 2008, quando políticas de sanções econômicas dos municípios críticos foram implementadas na Amazônia, o que ajudou, de fato, o desmatamento a cair neste período”, enfatizou a diretora de Ciência do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Ane Alencar.

O ano de 2021 também teve uma característica peculiar. Com o fenômeno La Niña, houve um aumento na umidade na Amazônia. “2021 foi um ano atípico. Com mais chuva, reduz queimadas, mas as operações de desmatamento ficam mais caras. É preciso investir, tem um custo a mais, quando a floresta precisa ser desmatada em época mais chuvosa. É mais difícil transportar trator, por exemplo”, salienta Alencar.

Para 2023, a tendência é de alta no desmatamento, provocado pelo passivo dos últimos quatro anos. “Sem transparência real de tudo que foi feito no ano passado para reduzir o desmatamento, principalmente no segundo semestre do ano passado, fica muito difícil atribuir essa redução ao governo. Uma prova disso é que houve aumento superior a 30% no segundo semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, o que vai ser refletido na taxa de desmatamento no ano que vem.

Recorte por estados

O Pará ainda é o estado que registra a maior área desmatada, 4.141 km², seguido por Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. Juntos, os quatro Estado são responsáveis por 87,89% do desmatamento, segundo dados do Prodes.

O Amazonas foi o único a registrar aumento do desmatamento, enquanto o Amapá apresentou número representativo de redução: 6.471% menos áreas devastadas entre 2021 e 2022.

“O Pará foi quem mais contribui para a redução de 11%, em torno de 75% foi contribuição do Estado para o resultado”, aponta Ane Alencar. “Não foram as ações governamentais para o combate ao desmatamento legal que resultaram numa redução do desmatamento, visto que o Amazonas é foco de grande parte de área desmatada, principalmente em florestas públicas não destinadas”.

(Fonte: Prodes/INPE)


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