O ano de 2024 nos deu alguns motivos para seguir acreditando que é possível reverter um cenário de colapso global. Vimos a redução do desmatamento continuar na Amazônia e o Cerrado começar a acompanhar essa tendência. Mas é preciso mais que isso. Passamos pelo ano mais quente da história: o primeiro que quebrou a marca de 1,5°C acima da temperatura média global. Ainda que não represente uma falha do Acordo de Paris, dado que o compromisso se refere a limitar em 1,5°C o aquecimento medido num intervalo de 20 a 30 anos, o marco negativo é um chacoalhão. Faz-se urgente construir caminhos para que a perda das nossas florestas seja estancada de uma vez por todas.
Economia da Mudança do Clima no Brasil: custos e oportunidades – sumário executivo
O estudo Economia da Mudança do Clima no Brasil: custos e oportunidades foi inspirado no Relatório Stern, do Reino Unido, que fez uma abrangente análise econômica do problema das mudanças climáticas em nível global. Desenvolvido por instituições públicas brasileiras atuantes na área, o estudo tem como premissas o rigor científico, a liberdade de pensamento e a busca de consenso através do diálogo entre todos os seus autores, seus revisores e os membros do Conselho de Orientação. Devido a seu pioneirismo, os resultados devem ser vistos como primeiras aproximações sobre um tema complexo, servindo como contribuição para o debate.





