Potencial do uso do bambu nativo para recuperação de reserva legal e de áreas alteradas

5 de março de 2021

mar 5, 2021

Eufran Ferreira do Amaral, Lúcio Flávio Zancanela do Carmo, Aldemar dos Santos Maciel, Emanuel Ferreira do Amaral, Jarlene Gomes de Lima Viana, Guilherme José Korte, Nilson Gomes Bardales e Gustavo Costa de Araújo.

O plantio consorciado de bambus e outras espécies de florestais nativas podem gerar emprego e renda no meio rural, recuperar o solo e aumentar a disponibilidade de água, aumentar os estoques de carbono, além de fornecer produtos como colmos, madeira, frutos, brotos, óleos, essências, castanhas e outros, diminuindo a pressão do desmatamento e da extração das florestas nativas destinadas à conservação e preservação.

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Este projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) com cacaueiro, além de serem uma alternativa para a recuperação de áreas desmatadas e degradadas da Amazônia, integram floresta e agricultura, ao mesmo tempo provendo serviços ambientais como a manutenção da biodiversidade, a manutenção do ciclo da água e do estoque de carbono, gerando uma externalidade positiva e passível de compensação. Mesmo colaborando com a manutenção destes serviços ecossistêmicos, ainda não é claro como os produtores destes sistemas podem ser recompensados. A compensação pelos serviços ambientais prestados poderia ser um estímulo para produtores optarem pela produção agroflorestal.

Assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar um modelo para este tipo de compensação, no âmbito de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), a partir de cálculos considerando o estoque de carbono e sua relação com benefícios socioambientais em Sistemas Agroflorestais com cacaueiro, na região de influência da rodovia Transamazônica (BR-230). O mecanismo de compensação deve apresentar uma interação entre as dimensões social, econômica e ambiental de forma atrativa ao produtor e alinhada à conservação da floresta.

Este modelo poderá ser consolidado como um novo mecanismo de financiamento e desenvolvimento da Amazônia no âmbito de uma política de REDD.