Fire-induced forest transition to derived savannas: Cascading effects on ant communities

20 de outubro de 2017

out 20, 2017

Lucas N.Paolucci, José H.Schoereder, Paulo M. Brando, Alan N.Andersen

Changes in land-use and climate increase the flammability of forests across southeast Amazonia, potentially driving abrupt fire-mediated transitions to derived savannas – grass-dominated degraded forests with scattered trees. However, the extent to which the forest fauna undergoes a parallel process remains poorly understood.

Here we test the hypothesis that the process of fire-driven forest shifts towards derived savannas has congruent cascading effects on ant communities by causing declines in forest specialists and an influx of open-habitat taxa. In 2013 we collected ants using subterranean, epigaeic and arboreal pitfall traps in three adjacent 50-ha plots: an unburnt control and two treatment plots that were burnt either triennially or annually from 2004 to 2010.

Frequent fire was associated with a marked decline of specialist forest species (almost 50%), and an influx of open-habitat taxa that were absent from the unburnt plot. The effects were particularly pronounced for epigaeic ants: their abundance, biomass, species richness and species composition were impacted by fires, and this was the main stratum occupied by the open-habitat species.

Previous studies have shown that a similar conversion is not triggered by single fires, and they therefore require recurrent fires. Our results provide experimental evidence that the process of tropical forest conversion towards derived savannas caused by repeated burning is a broad one that affects not only plants, but involves parallel compositional shifts of animal communities. The prevention of recurrent fires is a priority challenge for avoiding widespread biotic conversion of tropical forests to derived savannas.

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Os Sistemas Agroflorestais (SAFs) com cacaueiro, além de serem uma alternativa para a recuperação de áreas desmatadas e degradadas da Amazônia, integram floresta e agricultura, ao mesmo tempo provendo serviços ambientais como a manutenção da biodiversidade, a manutenção do ciclo da água e do estoque de carbono, gerando uma externalidade positiva e passível de compensação. Mesmo colaborando com a manutenção destes serviços ecossistêmicos, ainda não é claro como os produtores destes sistemas podem ser recompensados. A compensação pelos serviços ambientais prestados poderia ser um estímulo para produtores optarem pela produção agroflorestal.

Assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar um modelo para este tipo de compensação, no âmbito de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal), a partir de cálculos considerando o estoque de carbono e sua relação com benefícios socioambientais em Sistemas Agroflorestais com cacaueiro, na região de influência da rodovia Transamazônica (BR-230). O mecanismo de compensação deve apresentar uma interação entre as dimensões social, econômica e ambiental de forma atrativa ao produtor e alinhada à conservação da floresta.

Este modelo poderá ser consolidado como um novo mecanismo de financiamento e desenvolvimento da Amazônia no âmbito de uma política de REDD.