Amazônia em Chamas: a qualidade do ar em 2024 e 2025

20 de março de 2026

mar 20, 2026

Filipe V. de Arruda, Ane A. C. Alencar, Newton C. Monteiro, Vera L. S. Arruda, Ana Carolina M. Pessoa, João P. F. M. Ribeiro, Marcia Macedo, Luiz Felipe M. Martenexen, Renata da Costa, Antônio Willian F. de Melo, Ray P. Alves, Wallace V. Silva, Vanessa S. Ribeiro

A análise da qualidade do ar na Amazônia Legal em 2024–2025 evidencia forte variabilidade interanual na exposição ao material particulado fino (PM2.5), estreitamente associado à dinâmica do fogo e às condições meteorológicas.

Em 2024, os episódios foram mais intensos e persistentes, concentrando-se no arco do desmatamento (especialmente no corredor Acre–Rondônia–sul do Amazonas e no norte do Mato Grosso), com municípios registrando até 138 dias consecutivos (≈ 139 dias contínuos) de excedência do limiar da OMS (PM2.5 ≥ 15 µg/m³).

Em 2025, observou-se uma redução expressiva tanto da extensão quanto da persistência destes eventos, além de um deslocamento relativo dos hotspots para o leste da região (Pará e Maranhão). A fração da área da Amazônia Legal com PM2.5 ≥ 15 µg/m³ diminuiu de 13,85% (2024) para 4,03% (2025) (≈ −71%).

Em escala estadual, 2024 foi marcado por médias anuais mais elevadas e maior recorrência em Rondônia, Acre, Mato Grosso e Amazonas; em 2025, Maranhão e Rondônia registraram os maiores indicadores agregados.

Esses resultados reforçam a necessidade de integrar o monitoramento da qualidade do ar, a prevenção do fogo e os protocolos de saúde pública para reduzir os riscos sanitários associados à fumaça de queimadas.

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Este projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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