Suellen Nunes*
Ricardo Martins é especialista da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) e atua no desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, cadeias produtivas e fortalecimento da indústria brasileira. Com experiência em projetos estratégicos ligados ao desenvolvimento industrial, pesquisa e tecnologia, participa da construção de estudos e ações voltadas à bioindústria e à bioeconomia na Amazônia.
Ao lado do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), participou da produção do livro “Bioindústria na Amazônia: Contribuições para o desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal”. A publicação reúne dados, análises e propostas para fortalecer cadeias produtivas sustentáveis nos nove estados da Amazônia Legal.
Em entrevista à newsletter do IPAM, Ricardo fala sobre os desafios da bioindústria amazônica, o processo de elaboração da publicação e o potencial da bioeconomia para geração de valor, integração produtiva e desenvolvimento territorial na região.
Qual é o principal objetivo do livro “Bioindústria na Amazônia”?
O livro busca mostrar a dimensão da bioindústria amazônica e criar oportunidades. Queremos fortalecer cadeias produtivas, ampliar mercados e estimular novos investimentos na região. A publicação também procura conectar diferentes atores do ecossistema amazônico, como cooperativas, institutos de pesquisa, agências de fomento e empreendimentos locais.
O que o levantamento revela sobre a bioindústria na Amazônia Legal?
O estudo identificou mais de 11 mil empreendimentos formais ligados à bioindústria na Amazônia Legal. Esse número demonstra que já existe uma base econômica estruturada na região, mas com potencial para ampliar integração entre cadeias produtivas e agregar mais valor aos produtos amazônicos.
De que forma o fortalecimento das cadeias produtivas pode gerar mais valor para a Amazônia?
Quando diferentes empreendimentos passam a atuar de forma integrada, ocorre aumento do valor agregado dos produtos. Segundo ele, a conexão entre produtores, beneficiamento e comercialização fortalece toda a cadeia produtiva e amplia as oportunidades econômicas nos territórios amazônicos.
Além do livro físico, quais outros produtos foram desenvolvidos a partir da pesquisa?
A iniciativa também resultou em um BI interativo, que permite acessar informações específicas sobre os empreendimentos mapeados na Amazônia Legal. A plataforma facilita consultas sobre estados, setores e tipos de empreendimentos ligados à bioindústria.
[Para acessar a plataforma XXXXX, clique aqui].
Por que o levantamento nos nove estados da Amazônia Legal é um diferencial da publicação?
“O estudo tenta representar a Amazônia em toda a sua diversidade e complexidade, evitando retratar apenas realidades isoladas. O levantamento considerou dados e experiências dos nove estados da Amazônia Legal, incluindo diferentes cadeias produtivas, desafios e soluções territoriais”.
Analista de comunicação do IPAM*


