O fogo é um
fenômeno natural com funções ecológicas
específicas. No entanto, o uso generalizado de agricultura
de corte e queima vem causando inúmeros problemas à sustentabilidade
do ecossistema das florestas na Amazônia Brasileira.
A cada ano, a ocorrência de fogo acidental em seus
solos equivale, em tamanho, à área anualmente
limpa e intencionalmente queimada na região. Considerada
como técnica barata e eficiente, tal prática é intensamente
utilizada tanto para limpar a área desmatada como
para fertilizar o solo e controlar pestes e animais predatórios.

O Projeto
Aspectos Econômicos do Fogo na Amazônia visa
desenvolver um modelo para fogo acidental na floresta, que
venha prever a suscetibilidade da mesma à ocorrência
de fogo, de acordo com as fontes de ignição na
atividade produtiva. A intenção é desenvolver
análise do uso e prevenção do fogo na
Amazônia, partindo de referencial teórico da Economia
Ambiental e Econometria. O objetivo é identificar e
quantificar as fontes de ignição do fogo, oriundas
da atividade produtiva na região, mais especificamente,
agricultura e pecuária.
O projeto utiliza levantamento de dados empíricos
para analisar a decisão do agente produtivo quanto à utilização
do fogo como uma ferramenta de manejo da terra e os custos
e benefícios econômicos inerentes às
atividades de prevenção do fogo acidental.
|
Modelo do Usuário do Fogo
O modelo se baseia em teoria microeconômica e utiliza
instrumental econométrico, visando prever tanto a
incidência do fogo na Amazônia como o nível
de investimento do produtor rural com respeito à prevenção
e controle de incêndios em suas propriedades. A hipótese é que
a propensão ao uso do fogo no manejo da terra pelo
proprietário está inversamente relacionada
ao nível de investimento em prevenção
e controle do mesmo. À medida que as atividades produtivas
tornam-se mais intensivas em fator capital e ocorre à acumulação
de ativos permanentes, diminui a propensão do agente
em utilizar fogo em sua propriedade. Tal hipótese
será testada em modelo econométrico com os
dados primários obtidos em propriedades de quatro
municípios da Amazônia. Imagens de satélites
serão utilizadas para comparar níveis de desmatamento
e investimentos em propriedades rurais e levantar a ocorrência
de fogo nas mesmas. |
|