Uma pesquisa bibliográfica foi conduzida para
avaliar as respostas da fauna à exploração
madeireira e a efetividade de bioindicadores como ferramentas
para estimar a conservação da biodiversidade
em florestas tropicais exploradas. A pesquisa indicou que
estudos sobre o impacto da exploração madeireira
sobre artrópodes e herpetofauna estão sub-representados.
Mamíferos são o foco principal dos estudos direcionados
aos efeitos da exploração madeireira sobre a
fauna. De forma geral, a extração madeireira
realmente afeta alguns animais, mas a resposta varia entre
e dentro de grupos faunísticos. Ainda, a maioria dos
estudos conduzidos até agora varia muito em relação
às estruturas das florestas, taxa estudado, metoAdologias,
intensidade e histórico da exploração,
resultando numa ausência de comparabilidade entre eles.
Poucos estudos têm investigado relações
entre mudanças na composição de grupos
animais e a significância funcional destas mudanças,
nem mesmo tem correlacionado efeitos com mudanças ambientais
pós-extração de madeira, dificultando
a determinação da relação entre
causa e efeito. Outras dificuldades encontradas foram: complexidade
taxonômica, número pequeno de pessoas treinadas,
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custos do monitoramento das tendências demográficas,
falta de informação sobre as relações
entre mudanças em diferentes grupos e falta de congruência
entre escalas tradicionais de pesquisa (plots) e escalas apropriadas
para manejo da paisagem. O conjunto destas dificuldades sugere
que, até o momento, indicadores faunísticos
para monitorar a conservação da biodiversidade
no processo de exploração madeireira poderiam
ser ineficientes de serem implementados em manejos florestais.
Neste contexto, o desenvolvimento de indicadores continua
a ser uma questão crítica e necessária
em ecologia de florestas. Entretanto, é bom ter em
mente que em sistemas de manejo, onde mudanças são
comumente inevitáveis e desejáveis na maior
parte do tempo, os indicadores propostos estariam, na verdade,
desempenhando seu papel de sinalizadores enquanto facilitando
o acesso ao grau aceitável de modificação
de um habitat. Enquanto isso, inventários mais amplos
Asão ainda necessários para estimar o status
da biodiversidade em operações florestais. |