Projetos

Home » Programas » Cenários para a Amazônia » Fortalecendo a Gestão ...

I would like to read it in English

Fortalecendo a Gestão Ambiental na Região da Amazônia Sul-Ocidental Brasileira (Consórcio MABE)

“ Em função do conjunto de obras de infraestrutura no estado do Acre (asfaltamento da BR-364),que tem provocado o avanço do desmatamento e de atividades econômicas não indicadas para a região, faz-se necessário o conhecimento da sua dinâmica de ocupação para um planejamento territorial sustentável e eficiente .” 

Elsa Mendoza

O QUE É

O consórcio tem o objetivo de compreender a dinâmica de ocupação da região e propor soluções para um desenvolvimento sustentável. Para tanto, foram analisados os impactos das obras de infraestrutura, que alimentam a construção de cenários futuros e auxiliam na capacitação de líderes locais.


LINHAS E ESTRATÉGIAS DE AÇÃO
  • Avaliação da situação atual do desmatamento e biodiversidade;

  • Modelagem e cenários de dinâmica do uso da terra na Amazônia Sul-Ocidental;

  • Capacitação em gestão ambiental (planejamento regional, modelos e manejo de recursos naturais);

  • Criação de planos de desenvolvimento sustentável ao longo das estradas com conexão aos portos do Oceano Pacífico.


AVALIAÇÃO

O Consórcio MABE tornou-se uma iniciativa concreta, um grande experimento que conseguiu envolver as diferentes organizações e incentivar a geração de modelos de planejamento de forma participativa, visualizando a maximização do potencial da implementação das grandes obras de infraestrutura e a minimização dos impactos negativos das mesmas, para realização de uma melhor gestão dos territórios.

Ao final do projeto foram obtidos produtos científicos e técnicos que podem subsidiar políticas públicas, bem como tomadores de decisão da sociedade civil organizada.

A experiência do Consórcio MABE confirmou a importância de construir laços de confiança e colaboração mútua, através do trabalho individual e/ou de organizações, para atender finalidades maiores e coletivas, sendo que este foi um dos elementos chave para o alcance das metas estabelecidas.

O QUE FOI FEITO EM 2011
  • Apresentação de mapas de uso da terra feito por comunitários do município de Feijó, no Acre

    Mapeamento de forma integrada de áreas críticas ao avanço do desmatamento com diferentes níveis de biodiversidade, que identificou áreas que ainda não foram estudadas e que são propensas ao desmatamento.

  • Formação de um grupo de trabalho para a realização do estudo preliminar da vulnerabilidade das florestas do Acre aos incêndios florestais, com uso do software livre Dinamica EGO. Participaram oito instituições governamentais e de pesquisa do referido estado (SOS Amazônia, IPAM, IMAC, SEMA, ZEAS, SEMEIA, Corpo de Bombeiros e UCEGEO).

  • Realização de estudos sobre o impacto do desmatamento sobre o regime hidrológico para três bacias: Juruá, Madeira e Purus. O resultado deste estudo apontou que as bacias mais vulneráveis ao desmatamento são as do Juruá e Purus.

  • Realização do diagnóstico do uso do solo no município de Feijó (AC) mediante a percepção local dos agricultores e governos. Este estudo foi complementado com o mapeamento e atualização dos ramais. 

  • Para apoiar o processo de fortalecimento das capacidades locais foram realizados diversos cursos e intercâmbios de conhecimento junto a agricultores e extrativistas, técnicos governamentais estaduais e municipais e povos indígenas. Participaram cerca de 527 pessoas (361 homens e 166 mulheres).

  • Intercâmbio de Conhecimento sobre exploração madeireira de baixo impacto, com comunidades de Boca do Acre, no Seringal Cachoeira em Xapuri.

  • “Trem do Intercâmbio do Conhecimento (TIC)”: três viagens de 07 dias no Vale do Juruá para difundir informações sobre mudanças climáticas, dinâmica do uso da terra no Estado do Acre, impactos de grandes obras de infraestrutura, manejo sustentável de produtos não-madeireiros e alternativas ao uso do fogo agrícola. A atividade alcançou cerca de 600 pessoas. 

  • Através da parceria entre CONDIAC e IPAM foi elaborada a Minuta de Leis Ambientais Municipais para o Alto Acre e Capixaba.

MELHORES MOMENTOS
  • Elaboração de acordos voluntários individuais de agricultores do município de Feijó com adoção de algumas práticas de Bom Manejo do Fogo;

  • Apresentação dos resultados do Consórcio MABE para mais de 100 representantes da sociedade civil: indígenas, pequenos agricultores, povos da floresta, gestores, técnicos e cientistas;

  • As técnicas desenvolvidas pelo IPAM no curso de Bom Manejo do Fogo estão sendo utilizadas pelo Governo do Estado do Acre. Estas técnicas estão inseridas dentro do Plano Integrado de Prevenção, Controle e Combate às Queimadas e aos Incêndios Florestais do Estado do Acre, elaborado pela Comissão Estadual de Gestão de Riscos Ambientais (CGdRA);

  • Participação do IPAM no corpo científico do CEGdRA, dando apoio à pesquisa, monitoramento, articulação, capacitação e divulgação de informações na área de gestão de riscos ambientais e mudanças climáticas com temáticas de ecologia do fogo e monitoramento dos pontos quentes;

  • Elaboração de cartilha com dados de estudos e resultados de cursos, workshop e intercâmbios do Consórcio MABE.

     

    EQUIPE:  Elsa R.H. Mendoza; Sonaira Souza da Silva; Julie Messias e Silva; Tayana Pinheiro; Valderli Piontekowski; Britaldo Soares; Stephen Perz.; Irving Foster Brown.    

    COLABORADORES: Paulo Moutinho; Ane Alencar; Rafaella Silvestrini; Monica de Los Rios; Sergioni Freitas; Maristela Lopes da Silva; Luzia Santos da Silva; Wallace Apurinã; Silton Melo; Adelson Gonçalves; Ricardo Melo; Edivan Carvalho; Arthur Leite; Vangela Nascimento. 

    PARCERIAS: SOS Amazônia; Woods Hole Research Center (WHRC); University Florida (UF); Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre (SEMA); Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS); Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba (CONDIAC); Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Boca do Acre-AM e Feijó-AC e Embrapa.

    FINANCIADOR: United States Agency for International Development (USAID).