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IPAM Amazônia | Povos indígenas debatem mudanças climáticas em Diálogo Talanoa

IPAM Amazônia | Desenvolvimento sustentável da Amazônia pelo crescimento econômico, justiça social e proteção da integridade de seus ecossistemas.

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Povos indígenas debatem mudanças climáticas em Diálogo Talanoa

07.11.2018Notícias
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Representantes do governo, sociedade civil e povos indígenas se reuniram para o “Diálogo Talanoa dos povos indígenas do Brasil” na última terça-feira (6), em Brasília. O evento protagonizado pelos povos indígenas destacou a importância da demarcação de terras para o combate às mudanças climáticas.

O Diálogo Talanoa foi estabelecido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) para fortalecer o diálogo entre os países apresentarem suas contribuições ao enfrentamento do aquecimento global. O evento teve como objetivo promover uma discussão ampla e inclusiva das práticas e experiências relacionadas aos efeitos da mudança climática especificamente entre indígenas e instituições parceiras.

Para a coordenadora da Câmara Técnica de Mudanças Climáticas, Sineia do Vale, este é um momento importante para os diversos atores se unirem sobre a questão climática e demarcação de terras. “Nessa atual conjuntura que antecede a Conferência do Clima estamos muito preocupados, pois precisamos de políticas relevantes e consistentes para o nosso povo, políticas que considerem que já estamos aqui há muitos anos.”

As terras indígenas brasileiras correspondem a 13,8% do território nacional e a 22,6% da região amazônica. Além do papel fundamental desempenhado por esses territórios na manutenção da riqueza étnica e cultural dos povos e na conservação dos recursos naturais e da biodiversidade local e regional, cabe ressaltar o papel central no enfrentamento aos efeitos da mudança do clima por meio da conservação, no longo prazo, dos estoques de carbono armazenados em suas áreas.

Para Alberto Terena representante da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) cada indígena carrega consigo a história de luta e superação. “Estou aqui como indígena Terena do Mato Grosso do Sul e posso dizer que já estamos sofrendo, é preciso que todos se atentem para os nossos rios, para nossas matas. Um centímetro de terra que for nosso, nós vamos defender.”

As terras indígenas do Cerrado e da Amazônia estocam um total de carbono que equivale a 25 vezes a emissão de gases de efeito estufa do Brasil no ano de 2016. Detalhando esse valor, 93% do carbono está estocado nas terras indígenas da Amazônia, e 7% nas do Cerrado.

Para a pesquisadora do IPAM Fernanda Bortolotto, as terras indígenas são importantes não só para os povos indígenas que nelas habitam. “Além de ser um direito dessas populações, estes territórios trazem um benefício para os brasileiros e para o mundo como um todo. As terras indígenas são as áreas que mais preservam floresta e contribuem para estoque de carbono e manutenção da biodiversidade. Demarcar e manter terras indígenas são um benefício coletivo.”

Para a cacique Anália Tuxá do povo Tuxá em Buritizeiro, Minas Gerais, o evento foi de muito aprendizado. “Estou muito feliz de ver a participação da mulher e como cacique tenho orgulho de falar da questão do território. A nossa luta não é de agora, somos resistentes, a gente não perde o foco e nem se acua perante às dificuldades. O papel da mulher é muito importante quando se trata das mudanças climáticas, a gente tem que estar a frente lutando para garantir a nossa permanência e o equilíbrio da natureza.”

O “Diálogo Talanoa dos Povos Indígenas do Brasil” foi realizado pela Câmara Técnica de Mudanças Climáticas do Comitê Gestor da PNGATI em parceria com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e suas organizações, com o apoio da Rede de Cooperação Amazônica (RCA), Ministério do Meio Ambiente, Ministério de Relações Exteriores, Fundação Nacional do Índio, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Operação Amazônia Nativa (Opan), WWF, Instituto Socioambiental (ISA), Memorial dos Povos Indígenas, Fundação Rainforest da Noruega (RFN), Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e Banco Mundial.